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Homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

March 10, 2013

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VIVER SEM TEMPOS MORTOS.

A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido, embora eu esteja instalada na velhice. 

O tempo é irrealizável. Provisoriamente, o tempo parou pra mim … provisoriamente! 

Mas eu não ignoro as ameaças que o futuro encerra, como também não ignoro que é o meu passado que define a minha abertura para o futuro.  

O meu passado é a referência que me projeta e que eu devo ultrapassar. Portanto, ao meu passado eu devo o meu saber e a minha ignorância, as minhas necessidades, as minhas relações, a minha cultura e o meu corpo. 

Que espaço o meu passado deixa pra minha liberdade hoje? Não sou escrava dele. O que eu sempre quis foi comunicar da maneira mais direta o sabor da minha vida, unicamente o sabor da minha vida. 

Acho que eu consegui fazê-lo; vivi num mundo de homens guardando em mim o melhor da minha feminilidade. Não desejei nem desejo nada mais do que viver sem tempos mortos.

Simone de Beavouir.

From → Arte

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